Eclesiastes 3

22 10 2009

1 Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.

2 Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;

3 Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;

4 Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;

5 Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;

6 Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;

7 Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;

8 Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.(…)

Bíblia

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Data Venia (ou, com o devido respeito)

17 10 2009

Pela falta de postagens desde o dia 03 deste mês devemos uma sucinta explicação. Primeiramente, gostaríamos de pedir desculpas a todos os leitores, sabemos o quanto são importantes para nós (ver a página Leitores) e agradecemos efusivamente esta amizade fiel para com o blog. Porém, o Joaseiro.com é editado por dois jovens universitários em tempo de concluir os respectivos cursos, um em Medicina, outro em Jornalismo (sim, aqui tem “diproma”) e Sociologia. Com os horários sempre aturdidos, temos deixado a contragosto nossas atividades no Joaseiro.com para nos concentrarmos às nossas próprias.

Sem fins lucrativos, promocionais, partidários ou de qualquer sorte senão o próprio esclarecimento e exercício crítico sobre acontecimentos do cotidiano, continuaremos nesta saga mesmo com todas as dificuldades. Queríamos reforçar que também abrimos espaço para artigos e matérias dos nossos leitores e colaboradores. Contamos com mais de 100 visualizações diárias, e deixamos ao fim de cada texto o nome, ocupação e o contato da pessoa que o escreveu. Para os que querem exercer o livre direito ao jornalismo crítico e sem comprometimentos, está aberta essa oportunidade – ainda mais que agora o cariri irá ganhar seu curso de Comunicação Social, habilitação em Jornalismo, para os futuros talentos. Para tanto, basta enviar sua notícia, matéria, artigo, entrevista ou reportagem para o seguinte endereço: joaseiro@yahoo.com.br

Notas ou mesmo publicidade de eventos e programação cultural também são aceitas. Podem mandar o conteúdo que a gente burila a forma. Seja com o atraso que for (e esperamos que de poucos dias).

Um abraço!

Os Editores.

Fonte da Tirinha: Malvados.com.br





Que os abstêmios perdoem, mas…

20 09 2009

Beber faz bem

(19.8.2009)
Braulio Tavares


Uma das melhores coisas da vida é beber; uma das piores é ficar bêbado. Isto posto, espero que os abstêmios perdoem a singeleza deste título. Culpar somente a bebida pelos despautérios dos bêbados é tão ingênuo quanto atribuir a ela as qualidades dos romances de Hemingway ou de Lima Barreto. A bebida não cria nada de bom nem nada de mau em nós; apenas potencializa o que já temos. A bebida, em excesso, apenas atordoa, desorganiza, embrutece. A bebida, na medida certa, apenas inebria, congraça, arrebata e pacifica. Segundo Henry James, “a sobriedade reduz, discrimina e diz não, enquanto que a embriaguez expande, unifica e diz sim”.

Existe uma equação que os grandes boêmios dominam intuitivamente. É preciso beber até atingir um certo estado de euforia. Uma vez atingido este estado, basta diminuir o ritmo de absorção, mas continuar bebendo de pouquinho, a intervalos, para que o estado se mantenha. Esta é a parte mais difícil. A euforia produzida pelo primeiro assomo do álcool é tão agradável que em geral perdemos o ponto e carregamos na mão. O entusiasmo nos faz beber em maior velocidade do que o necessário, e acabamos com a boca torta, o olho torto, a rua torta, e até o táxi parece estar andando em duas rodas como um Simca Tufão.

Uma sábia invenção dos que bebem vinho foi a idéia de alterná-lo com água. A intenção é hidratar, mas psicologicamente acaba tendo um efeito de retardamento da embriaguez. Quem gosta de beber conversando, como eu, recorre de vez em quando ao copo para molhar a garganta e lubrificar as idéias. Ora – uma coisa é pegar dez vezes a taça de vinho, outra coisa é pegar cinco vezes na de vinho e cinco na de água. Eis o pulo do gato. (Claro que, se o sujeito é pinguço mesmo, ele vai tomar uma garrafa de vinho em uma hora, e não tem água que o recupere, mas aí eu não tenho jeito a dar.) Esta medida é tão providencial que resolvi adotá-la também para outras bebidas. Depois do quinto ou sexto chope, começo a alternar os chopes com garrafinhas de mineral com gás. É o quanto basta, em geral, para manter o inebriamento e me permitir, no fim, calcular minha parte na conta.

Henry James estava certo no que afirmou acima, mas os bebedores profissionais sabem muito bem que a euforia alcoólica é geradora de fantasias panteístas. Quando a farra está boa, viramos amigos de todo mundo, fazemos juras e promessas, assumimos compromissos que no dia seguinte vêm bater à nossa porta ou fazer latejar nossas meninges. Dizem que F. Scott Fitzgerald, que davas festas de arromba na sua casa em Great Neck, mantinha na entrada dela um cartaz enorme dizendo: “Solicita-se aos visitantes que não arrombem portas de armários em busca de bebida, mesmo quando autorizados a tanto pelos donos da casa. Hóspedes que vieram passar o fim de semana ficam respeitosamente prevenidos de que convites para ficar até segunda-feira, feitos pelos anfitriões na madrugada de domingo, não devem ser levados a sério”.

Fonte: http://www.jornaldaparaiba.com.br

Comentário: que este post esteja na categoria Esportes é somente uma ironia, favor não levar tão a sério quanto o faria com o cartaz na casa dos Fitzgerald.





Minicômio – cubículo dos loucos –

18 09 2009

Fonte: http://www.malvados.com.br





Bobagens da vida diária

18 09 2009

– É doido, as pessoas perderam a noção do que é público e privado de um jeito patético e absurdo – diz o autor. – Acordam e escrevem num twitter ou num blog: “Hoje tô de ressaca. Acho que vou vomitar”. E depois completa: “Não, não vou”. Todo mundo quer ser o biógrafo instantâneo de si mesmo. O resultado são histórias desinteressantes contadas de um jeito mais desinteressante ainda.

Allan Sieber, quadrinista, na ocasião de matéria veiculada no Jornal do Brasil do dia 17/09 a respeito de seu livro “É tudo mais ou menos verdade”, uma interseção entre jornalismo e quadrinho através da sátira à imprensa e a tipos sociais urbanos, como o exemplificado na citação acima.

Para ler a matéria completa:

http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/09/17/e17095812.asp





Poema da Semana

6 09 2009

Por Franzé Matos

Desligado de tudo estou

Sou um contato raro com o fundo

Desnudo de tu estou

Escrevo as loucuras do mundo

Sou a voz que se cala

Quando tu fala

Não o tu outro

Mas tu que tem fala

Que me cala, que me prende

Descrente que ainda existo

Sou teu interior

Puro torpor em revolução

Degeneração do que sempre vias

Pois tudo é aparente

Dormente segues

Se assim não te guias

Pergunta-me e te respondo

Da-me a mão e te dou um beijo

Mas basta um lampejo

Gracejo de mentiras

E por tempos não te vejo

Mas a vida é reação

Que por me esquecer

Faz-te  a cada golpe sofrer

Por buscar verdades

Nas mentiras

Talhadas a sangue, fé e fogo

Mito,religão e filosofia

As feridas que viram

cicatrizes da guerra interior

Que saram sem nunca desaparecer

Pois basta o medo aparecer

E sempre estarei lá

“Vem! Sou teu amigo”

Joaseiro.com





Poema da Semana

23 08 2009

Por Franzé Matos

Eis que surge o medo da vida e da morte

Sangrando horizontes, busco um norte

Para uma realidade que evanesceu

 

Perdido estou no apagar da chama

Clama agora a infinidade de perguntas

Sem resposta, sem resposta

Chora o meu mundo interior

Um mundo em quem ninguém mais mora

 

Aos loucos fui jogado

E os chamei de companheiros

as perguntas do passado?

Fortaleza de sem sentido passageiro

 

Sou portador de mim mesmo enjaulado

Busco a luz na noite fria

Para escapar da fugacidade

Da mudança eterna que se anuncia

Mas recrudesce um medo

Medo que não mais queria

 

As certezas aparentes

Anestesiadas dormentes

Com o teletransportar para prisão

Liberta o eu de dentro

Ser frágil e nu na vastidão

Um fiel descrente

Racional demente

De verdades em vão

Joaseiro.com